Pular para o conteúdo principal

A modernidade líquida como propagador de fronteiras



Texto inspirado na proposta de redação da Fuvest 2009, na qual o tema foi Fronteiras, e possibilitava ao candidato desenvolver o texto abordando tanto o aspecto físico quanto abstrato da palavra. 





Bauman, em "Modernidade Líquida", faz críticas sobre o papel que as redes sociais assumem ao serem ferramentas que tanto aproximam iguais, quanto afastam diferentes. Nessa perspectiva, essas fronteiras psicológicas impedem que mentes divergentes se relacionem, uma vez que desfazer amizades tornou-se tão fácil.

Francisco, logo ao assumir como Papa, concedeu uma entrevista a um ateu. O fato chocou a mídia. Entretanto, em meio a uma sociedade que tanto "veste" rótulos através de movimentos e ideologias, a exemplo do conservadorismo, mostrou que é possível a convivência entre pensadores distintos.

Por um outro lado, a crescente onda do extremismo em escala mundial, e observado tanto em movimentos de esquerda quanto de direita, expande as barreiras para além das redes sociais. As fronteiras então, passam a serem físicas, e o conceito clássico sobre Globalização - resumido pelo contato entre diferentes nações -, tornou-se questionável.

Portanto, as fronteiras psicológicas, nas quais nascem na internet, como proposto por Z. Bauman, tomam proporções maiores através do extremismo, acontecendo em crescente escala, e tornando o caso do membro superior da Igreja Católica Romana como isolado. Assim, a modernidade líquida adquire maiores proporções, e a globalização, perde significado.



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Muito além do nariz vermelho

Risadas e lágrimas. Pode ser difícil conseguir relacionar ideias tão opostas, mas para Maria José Macedo, também conhecida dentro dos hospitais como Dra. Jertrudes ou simplesmente como Jô, é possível arrancar sorrisos mesmo em um ambiente tão complicado. A pernambucana, de cabelos avermelhados e sorriso largo, possui 62 anos de muita experiência nesse campo. Jô afirma que “Levar um pouco de amor e carinho, ou mesmo somente um pouquinho de escuta atenta”, é o que caracteriza os palhaços humanizadores — gente que quer proporcionar suspiros de alívio em meio ao sofrimento e aos temores de um hospital. Foto: Treinamento de novos voluntários, 2018 A Cia Anjos da Alegria possui 125 associados que visitam mensalmente em quatro hospitais em Sorocaba: o Regional, a Santa Casa, o Gpaci e o Samaritano, além do asilo Vila dos Velhinhos. São muitas as histórias que a Dra. Jertrudes gosta de relembrar. Inclusive, como surgiu o nome: “Jertrudes é uma homenagem a uma grande amiga que me ...

"Dei ouro para o bem do Brasil": A história que não te contaram na escola

"Carol, escreve sobre esse anel!" - Foi dessa forma que Rita Gomes, minha avó, transformou o último Dia das Mães (13/05) em uma aula sobre um dos maiores golpes da história brasileira. O anel em questão contém os dizeres "Dei ouro para o bem do Brasil - 1964" e, embora seja lembrado por aqueles que viveram tal período, pouco é falado sobre o assunto. Inclusive na internet. "Ouro para o bem do Brasil" é o nome dado a campanha que, de acordo com o jornal Estadão, ocorreu em 1964 após a crise política alicerçada pela inflação galopante - termo utilizado para inflação de altas taxas, de forma que a moeda perde valor- , na qual levou as Forças Armadas a promoverem uma quartelada que levou ao poder Castelo Branco. Afirma-se, inclusive, que tal campanha foi utilizada para dar legitimidade e criar uma imagem do primeiro presidente da Ditadura Militar.  A campanha, lançada pelos Diários e Emissoras Associados - grupo de mídia comandado ...

Gente que faz diferente

Sim, eu sou preenchidamente admiradora de pessoas diferentes, pois são elas que fazem a diferença no mundo. E quando eu digo diferente, não me refiro somente a pessoas com certas deficiências físicas ou mentais, mas também, aqueles que sabem encarar os problemas como um desafio e com um belo sorriso estampado, que  sabem ver o lado bom da dificuldade e que sabem lutar bravamente contra suas dificuldades. Que sabe amar loucamente, confiar cegamente e que sabe enxergar alguém além do que aparenta ser. Sou admiradora de loucos, mas loucos conscientes. Daqueles que arriscam sem pensar duas vezes, chora como se fosse o fim do mundo, sorri como se a felicidade prevalecesse a todo momento.  Gosto de gente que não esconde o que sente e que sabe viver. E quer saber? Se eu pudesse, abraçaria cada uma dessas pessoas e sentaria para escutar cada historia que uma a uma delas tem para compartilhar. Não somente pelo o que ela fez, mas pelo fato de quem ela é! Em um mundo cheio...