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Quando há males que vem para o melhor



No final das contas, eu precisei 'cair do cavalo' sabe. Ou melhor, tombar de cara no chão.  Eu precisei entender que o amor não era nadinha daquilo que eu idealizava (e como!). Eu precisei recolher cada caco do meu coração que ficou pelo chão quando você partiu. Arrumar o cabelo, o quarto, a vida!

Foi mais que necessário todas as vezes que repeti para mim mesma "você vai sair sim, e vai se divertir, e talvez até conheça alguém legal". E eu fui. Eu conheci. E cada uma dessas vezes eu passei a entender que cabe a mim o controle da minha vida, e que as pessoas e a angústia que sentia só ficariam se eu permitisse. E foi nessa hora que eu te deixei partir. Exclui as fotos, as mensagens, o número. E desejei todos os dias que pudesse apagar as memórias, mas infelizmente, isso só se esvai com o tempo.

E por fim, eu aprendi a viver para mim, a me agradar, a me fazer feliz. A não ter medo das mudanças, e deixar ir o que não quer ficar de maneira alguma. A entender que os opostos de fato, não se atraem. Talvez eu seja grata pelo empurrão que me deu para que eu acordasse para a vida, e bem, adiantou. E acordando, eu quis seguir em frente. Linha reta. Me recusando a olhar para trás.


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