Pular para o conteúdo principal

Amor à Distância: Vanessa e Randolfo



Juntos desde 2003 e 13 anos de idade, Vanessa e Randolfo passaram por distâncias de 164 km, 1.200 km e 1.891 km.

O relacionamento começou de forma simples, logo na adolescência. Com o tempo, a distância veio a
dificultar a relação, mas nunca impediu que quisessem estar perto um do outro e lutassem por isso.

Por isso, trago no post de hoje a história tão bonita desse casal. Que mesmo com as dificuldades, são mantidos firmes e determinados a estarem juntos.


Confira abaixo a história contada por Vanessa:



  Escolhi a foto em anexo, pois tiramos numa viagem muito legal que fizemos a São Luís-MA para prestigiar o casamento de um primo dele. E casamentos sempre mexem muito com a gente. Só reaviva a nossa vontade de dividir os nossos dias para o resto da vida.



   Nossa história começou em 2003, na cidade de Piripiri-PI, no auge dos nossos 13 anos de idade, quando um casal de irmãos, amigos nossos, simplesmente decidiram nos juntar sem a gente nem se conhecer. Minha amiga me disse que ele estava afim de mim e o irmão dela disse a ele que eu estava afim dele, mas que exigia uma prova de que ele correspondia. Foi então que ele me mandou uma cartinha e ficamos nos comunicando através delas por algumas semanas. Um belo dia, houve a oportunidade de nos conhecermos pessoalmente na porta do meu colégio, no fim da aula. Foi então que ficamos pela primeira vez, em 30/09/2003. 

  Dali por diante, fomos marcando de nos encontrar, sempre escondidos, lógico, pois devido a minha idade, meus pais não permitiam que eu namorasse. Conversa vai, conversa vem, descobrimos a farsa dos nossos amigos, pois antes disso, nunca tínhamos ouvido falar um do outro (mas agradecemos a eles pelas mentirinhas! rsrs). A verdade é que comemoramos nosso aniversário de namoro na data em que ficamos pela primeira vez, pois, desde aquele dia, fomos somente um do outro. 

  Passaram-se alguns anos e eis que veio a nossa primeira experiência de namoro a distância, quando em 2007 passei no vestibular e fui morar na capital do nosso estado para cursar Ciências Contábeis na Universidade Federal. Foi muito sofrido pra gente, mas apesar de sermos muito novos, sabíamos o que a gente queria, que era ficar juntos, então passamos por cima de todas as dificuldades que a distância nos trouxe. 

  Foi quando, em 2009, ele também passou no vestibular para Licenciatura em Geografia e foi morar na capital. Enfim, ficamos pertinho um do outro novamente. Estudávamos na mesma universidade e aproveitamos o máximo de tempo juntos para descontar o tempo que havíamos ficado longe. 

 Mas, em janeiro de 2012, formei na Universidade e, como decidi estudar para concurso, ao invés de procurar emprego no setor privado, voltei para nossa cidade e me dediquei somente aos estudos. Um ano depois, já havia uma boa faculdade em Piripiri e ele decidiu trocar seu curso de Geografia na capital pelo curso de Direito, em nossa cidade. Lá estávamos nós, juntos outra vez. Depois de muitos resultados negativos nessa vida de concurseira, enfim, em maio de 2014 veio minha primeira aprovação. Fui chamada para assumir um cargo no INSS em Barreiras-BA, há 1.200km de distância. E mais uma vez, estávamos passando por aquela situação que já era quase rotina no nosso relacionamento. 

  Sete meses depois fui chamada para assumir outro concurso em Brasília-DF e a distância só aumentou, mas, em compensação, o nosso amor e a nossa vontade de estar juntos também cresceram. Esse ano já vamos completar 12 anos de namoro e, como o nosso lema sempre foi aguardar o momento certo para as coisas acontecerem, agora estamos aguardando o momento certo para que os planos dele também se concretizem, assim como os meus, e a gente possa, enfim, unir as nossas vidas fisicamente, pois espiritualmente, sempre estiveram unidas.  



Vanessa acredita que a imaturidade dentro da relação pode vir a trazer insegurança e desconfiança, levando assim, o relacionamento para um abismo. A moça acredita também que o apoio da família e dos amigos é muito importante, e ressalta que se sente muito feliz com o apoio que recebe de pessoas dizendo torcer pela união do casal. 




O recado que o casal deixa para casais que também passam por uma relação à distância é:

  O amor é o mais sublime dos sentimentos, e ele deve ser vivido intensamente! Não deixe  a dúvida do “será se vai dar certo?” dominar você. Arrisque! Você pode estar deixando para trás uma linda história, pelo simples medo de tentar. Amor é coragem! Sejam corajosos e felizes assim como nós!  =)  



Adorei poder contar a história de vocês e deixo aqui meu muito obrigado por aceitarem participar e desejo tudo de bom e do melhor para o casal, sempre! 


Namora à distância também e gostaria de contar sua história aqui no blog? Envie um e-mail para blogycarolfernandes@hotmail.com ou entre em contato conosco através das redes sociais. 



Uma boa noite e até mais!
Carol Fernandes



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Muito além do nariz vermelho

Risadas e lágrimas. Pode ser difícil conseguir relacionar ideias tão opostas, mas para Maria José Macedo, também conhecida dentro dos hospitais como Dra. Jertrudes ou simplesmente como Jô, é possível arrancar sorrisos mesmo em um ambiente tão complicado. A pernambucana, de cabelos avermelhados e sorriso largo, possui 62 anos de muita experiência nesse campo. Jô afirma que “Levar um pouco de amor e carinho, ou mesmo somente um pouquinho de escuta atenta”, é o que caracteriza os palhaços humanizadores — gente que quer proporcionar suspiros de alívio em meio ao sofrimento e aos temores de um hospital. Foto: Treinamento de novos voluntários, 2018 A Cia Anjos da Alegria possui 125 associados que visitam mensalmente em quatro hospitais em Sorocaba: o Regional, a Santa Casa, o Gpaci e o Samaritano, além do asilo Vila dos Velhinhos. São muitas as histórias que a Dra. Jertrudes gosta de relembrar. Inclusive, como surgiu o nome: “Jertrudes é uma homenagem a uma grande amiga que me ...

"Dei ouro para o bem do Brasil": A história que não te contaram na escola

"Carol, escreve sobre esse anel!" - Foi dessa forma que Rita Gomes, minha avó, transformou o último Dia das Mães (13/05) em uma aula sobre um dos maiores golpes da história brasileira. O anel em questão contém os dizeres "Dei ouro para o bem do Brasil - 1964" e, embora seja lembrado por aqueles que viveram tal período, pouco é falado sobre o assunto. Inclusive na internet. "Ouro para o bem do Brasil" é o nome dado a campanha que, de acordo com o jornal Estadão, ocorreu em 1964 após a crise política alicerçada pela inflação galopante - termo utilizado para inflação de altas taxas, de forma que a moeda perde valor- , na qual levou as Forças Armadas a promoverem uma quartelada que levou ao poder Castelo Branco. Afirma-se, inclusive, que tal campanha foi utilizada para dar legitimidade e criar uma imagem do primeiro presidente da Ditadura Militar.  A campanha, lançada pelos Diários e Emissoras Associados - grupo de mídia comandado ...

O protagonismo feminino em Sorocaba

Vozes femininas ecoam, indignadas, pelas ruas da cidade de São Paulo. Elas imploram para que não ocorra o retrocesso de suas conquistas.  Elas suplicam  pelo direito de andar livremente sem que sejam assediadas. Elas entendem, assim como a filósofa Simone de Beauvoir, que basta "uma crise política, econômica e religiosa para que os direitos das mulheres sejam questionados”. O ato refere-se a  outubro de 2015,  e m  que m ilhares de mulheres foram às ruas de grandes cidades brasileiras com o objetivo de manter conquistas , como o dir e ito ao aborto para mulheres estupradas, e  combater o machismo.    Três anos depois, em 2018, o acontecimento, nomeado "Primavera Feminista", é tido como um reflexo do aumento de mulheres no movimento feminista em diversas regiões do Brasil. A cidade de Sorocaba não ficou de fora desse tipo de militância.        (Foto: Giovanna Nunes, Maria Teresa Ferreira e Gabriela Pereira)...